BioShock tem uma parte exterior mais bonita que a interior. Borboleta por fora mas larva por dentro. Se removermos os gráficos e a história, temos um jogo mediano nas mãos. Além de extremamente fácil (não há penalidade em morrer), todo combate é o mesmo.
Essencialmente, BioShock é um jogo de tiro em primeira pessoa em que raramente vale a pena usar armas. Durante a jornada, o jogador terá a chance de mudar sua estrutura genética para utilizar “Plasmids”, que funcionam como mágicas, e em sua maioria são ofensivas. Por exemplo, o plasmid Incinerate (Incinerar) coloca em chamas um inimigo, matando-o entre cinco e dez segundos. Algumas vezes, eles correm para água para apagar as chamas, mas daí basta o jogador lançar Incinerate novamente. Existem outros plasmids, cada um com sua peculiaridade, mas com apenas dois deles quase todos os inimigos pode ser derrotados, então sua utilização fica um pouco monótona quando se descobre quais são os melhores.
O inimigo que dificilmente cairá rápido é o “Big Daddy”, mas aqui cabe o ditado: Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Pois simplesmente não há penalidade em morrer, o jogador apenas é ressuscitado alguns metros atrás. E os inimigos continuam com o mesmo tanto de vida que foi deixado quando eles te mataram, portanto, basta reencontrá-los e desde que você arranque um milímetro da barra de vida, progresso terá sido feito.
As deficiências da jogabilidade são contrabalanceadas pelo mais alto padrão de produção. Os gráficos e a arte estão entre os melhores já criados. É um prazer andar pelo mundo de BioShock olhando para cada pôster e máquina espalhados, e como eles se misturam com a história. Os sons, sejam efeitos ou a música, também combinam perfeitamente com o clima criado pelo resto da obra.
BioShock é conservador na mecânica de jogo mas ambicioso na produção, e por isso eleva os padrões da nova geração a níveis jamais vistos anteriormente, e um sinal dos jogos que encontraremos pelos próximos anos.