Com a promessa de viver as maldades de um vilão, Overlord entrega uma humorosa experiência com elementos de RPG e estratégia visualizados em terceira pessoa. Tantos ingredientes poderiam estragar as estabelecidas fórmulas de cada gênero, mas o desenvolvedor Triumph Studios consegue harmonizá-los e trazer o melhor de cada situação.
Durante a jornada, o jogador dominará um número cada vez maior de quatro tipos diferentes de monstrinhos. Nas cores marrom, vermelho, verde e azul, cada um terá diferentes habilidades que devem ser usados para resolver quebra-cabeças espalhados pelos mapas. Os marrons duelam próximos aos inimigos infligindo altos danos , os vermelhos atacam à distância e são imunes ao fogo, os verdes são imunes a venenos e escondem-se nas sombras quando ordenados, e por último, os azuis podem se mover na água e ressuscitarem outros monstrinhos.
A solução de cada quebra-cabeça é extremamente óbvia, e na maioria das vezes de maneira bem visual. Por exemplo, uma manivela para baixar uma ponte elevadiça está cercada por água (use o monstro azul), ou o único lugar não visitado do mapa tem troncos de madeira pegando fogo bloqueando o caminho (use o monstro vermelho).
Ver os monstrinhos espalharem caos é o ponto alto do jogo. Diversos elementos na tela, como cogumelos, abóboras, barris, mesas e portas são destrutíveis. Com um dedo, dezenas são lançados em direção ao alvo mais próximo. Caso seja um inimigo, os monstrinhos irão pular na perna, costas e braços, circularem brandindo espadas, gritarem impropérios e depois saquearem o equipamento deixado pelo inimigo tombado. Caso no meio da destruição eles encontrem ouro ou poções de vida ou mágica para o jogador, voltarão correndo aos berros de “Tesouro meu senhor! Tesouro! PARA VOCÊ...”
Além de controlar exércitos no campo de batalha, o jogador pode cuidar do seu personagem de duas maneiras. Ou melhorando as instalações e a decoração de seu castelo, comprando novos tetos, tronos, faixas e piras, ou então misturando monstrinhos em três fornalhas diferentes para moldar equipamentos como armaduras, capacetes e espadas. As mudanças na torre são puramente cosméticas, e há pouco impacto dos novos equipamentos. Apesar da inutilidade prática, usar esses elementos no jogo traz um sentimento de tarefa cumprida.
Mascarando-se como um jogo de ação, Overlord é essencialmente um ótimo jogo de aventura e estratégia. Apesar de um pouco curto (12 horas para completá-lo), o alto nível da produção e a mistura inovadora me convenceram de suas qualidades.